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O cinema como objeto de intervenção educativa


Além de uma interessante fonte de entretenimento, o cinema pode servir como um ótimo veículo de informações, interpretações e conhecimento, em diferentes disciplinas. Nas aulas de Redação da professora Maria Paula de Souza Turim, está sendo desenvolvida uma atividade com os alunos das 2ª séries do Ensino Médio, chamada “O Cinema na escola e o texto dissertativo”, que tem como proposta promover habilidades, proporcionar percepções e conexões partindo da análise de filmes propostos pela professora. A idéia é oferecer, de acordo com a professora, “outros instrumentos de ampliação das perspectivas críticas sobre o homem e a sociedade".

De acordo com Maria Paula, os filmes possuem outro tipo de texto e exigem habilidades de leitura. “Neles apresentam-se mensagens subliminares, conceitos implícitos, relações pressupostas. Esses elementos geram discussões, possibilitam debates interessantes em sala de aula e auxiliam os alunos especialmente na interpretação de textos de forma geral”.

Maria Paula explicou que a atividade consiste, primeiramente, em uma orientação para os grupos de alunos já selecionados. Nela, há a proposta de um roteiro de pesquisa que contemple o aprofundamento do tema em pauta. Depois de a classe assistir ao filme, a atenção é voltada para a pesquisa feita pelo grupo encarregado do tema, abrindo espaços para debates e questionamentos.

A professora acredita que os filmes ajudam o estudante a conhecer o contexto e as características de uma época. Além de formar uma visão histórica, o aluno tem uma oportunidade prazerosa em aprofundar seus conhecimentos sobre temas atuais como eutanásia, clonagem, aborto ou vivissecção animal. Além disso, continua a professora, “o lado didático do cinema não é inédito. As Universidades Federais já indicam filmes como ferramentas de estudo para os candidatos aos seus vestibulares”. 

 Exemplos de filmes usados no projeto:

Crash – No limite (2004), uma obra que apresenta como racismo, xenofobia e segregacionismo são inscritos na sociedade capitalista contemporânea. Ele nos faz refletir sobre os preconceitos a partir da ação de indivíduos comuns e vulneráveis, revelando os limites, as contradições e as suas diferentes atitudes num determinado momento histórico da sociedade capitalista. 

Logo após o filme, as classes dos segundos anos A e D assistiram à apresentação das equipes responsáveis pela pesquisa do tema.

A ilha, de 2005, estrelado por Scarlet Johanson e Ewan McGregor, descreve um cenário futurista de ficção científica no qual seres humanos vivem suas vidas tranqüilos numa ilha sem suspeitar que são clones criados com a única finalidade de serem meros "estepes" de órgãos para as pessoas das quais foram clonadas.
Uma equipe de alunos do segundo ano C pesquisaram o tema Clonagem e apresentaram para a classe que fará uma dissertação sobre o assunto.

O show de Truman, com Jim Carrey. No filme sua vida é um show de TV. Ele demora a perceber que está sendo vigiado e só percebe quando coisas estranhas passam a acontecer. Na nossa cultura de vigilância, a relação central é entre vigiante e vigiado, espectador e espetáculo, e nós somos peças essenciais para que esse sistema funcione, pois somos totalmente dominados por uma vigilância tecnológica.

O filme fez parte da primeira parte do processo e foi apresentado pelos alunos do segundo ano B.

 

 

 
 
   
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