Curiosidade infantil: como a família faz a diferença
Perguntas como "por que o céu é azul?" ou "de onde vêm os bebês?" costumam pegar os pais de surpresa — e a reação a essas perguntas importa mais do que a maioria imagina. A curiosidade infantil é um motor poderoso do aprendizado, e pesquisas indicam que ela pode ser tão determinante para o desempenho escolar quanto a inteligência. O ambiente familiar é o primeiro espaço onde essa curiosidade é acolhida ou desestimulada.
Crianças observam o mundo com olhos investigativos desde cedo. Elas tocam, testam, quebram e experimentam para entender como as coisas funcionam. Quando os adultos ao redor respondem a esse comportamento com paciência e encorajamento, a criança aprende que perguntar é valioso. Quando encontram impaciência ou respostas cortantes, aprendem a calar.
O que acontece no cérebro quando a curiosidade é despertada
Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram que a curiosidade coloca o cérebro em um estado especialmente receptivo à aprendizagem. Usando ressonância magnética, observaram que, ao se sentir intrigado por uma pergunta, o cérebro ativa tanto o hipocampo — área responsável pela formação de memórias — quanto o circuito de recompensa, que libera dopamina, a mesma substância associada ao prazer.
Na prática, isso significa que uma criança curiosa não aprende apenas o conteúdo que a intrigou: ela fica mais preparada para absorver qualquer informação apresentada naquele momento. A curiosidade não é só uma porta de entrada para um assunto específico; ela abre o cérebro como um todo.
O papel insubstituível da família
"A família é o primeiro laboratório de curiosidade da criança", afirma Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba. "Quando os pais embarcam junto nas perguntas dos filhos, sem pressa por respostas prontas, estão ensinando que descobrir é tão importante quanto saber."
Famílias que pesquisam junto com as crianças, que consultam livros, vídeos educativos e fontes confiáveis na internet, criam um modelo de comportamento que vai muito além da resposta imediata. A criança aprende que ninguém precisa saber tudo — e que buscar conhecimento é uma prática natural e prazerosa.
Nem sempre os pais têm as respostas. E não precisam ter. O mais valioso é a disposição de investigar junto: abrir uma enciclopédia, fazer uma pesquisa, assistir a um documentário. Esse processo compartilhado fortalece o vínculo familiar e mostra, na prática, que aprender é algo que se faz ao longo da vida inteira — não só na escola.
Atitudes simples que fazem diferença em casa
Algumas práticas cotidianas ajudam a manter a curiosidade ativa sem exigir grandes preparativos. Quando a escola propõe atividades como a "pergunta da semana" — uma questão investigativa para ser respondida com apoio da família —, a participação dos pais enriquece muito o resultado. A criança chega à escola com hipóteses, informações novas, e frequentemente com mais perguntas do que respostas.
Criar o hábito de conversar sobre o dia, fazer perguntas sobre o que a criança viu, ouviu ou pensou, valoriza o olhar investigativo dela. Uma visita a um museu, uma caminhada num parque com atenção aos insetos e plantas, ou mesmo uma receita de cozinha que envolva medir e misturar ingredientes podem ser experiências ricamente educativas quando conduzidas com curiosidade.
"Quando os pais mostram que também têm dúvidas e que aprender é algo contínuo, tiram da criança a pressão de precisar saber tudo — e isso a libera para perguntar mais", acrescenta Carol Lyra.
Curiosidade e escola: uma parceria que precisa da família
A escola tem papel central no estímulo ao pensamento investigativo, mas seu trabalho é amplificado quando a família está envolvida. O modelo pedagógico que valoriza perguntas, experimentos e investigações — em linha com o que propõe a BNCC — funciona melhor quando os alunos chegam em casa e encontram adultos dispostos a continuar o assunto.
Teorias consagradas da educação reforçam essa visão. Para Vygotsky, o conhecimento se desenvolve na troca com outras pessoas, e o ambiente familiar é o primeiro e mais duradouro desses espaços de troca. Piaget, por sua vez, mostrou que nenhum conhecimento novo se instala sem que haja algo anterior com o qual o novo possa se conectar — e são as experiências em casa que constroem boa parte dessas bases.
Crianças que crescem em ambientes onde as perguntas são bem-vindas chegam à escola mais preparadas para se engajar com conteúdos desafiadores. E alunos engajados aprendem com mais profundidade e retenção — não porque são mais inteligentes, mas porque o cérebro curioso simplesmente funciona melhor.
Manter a chama acesa à medida que a criança cresce
Conforme os filhos crescem, os interesses mudam e a dinâmica familiar se transforma. Manter a curiosidade viva na adolescência exige adaptações, mas o princípio continua o mesmo: tratar as perguntas com seriedade, conectar o conhecimento à vida real e evitar respostas que encerrem o assunto antes que ele possa se expandir.
Pesquisadores ainda estudam por que algumas pessoas mantêm a curiosidade mais intensa ao longo da vida. O que já se sabe é que o ambiente nos primeiros anos tem peso significativo nesse desenvolvimento. Crianças que aprenderam cedo que perguntar vale a pena tendem a carregar esse hábito por muito tempo.
A curiosidade que move as grandes descobertas científicas começa, na maioria dos casos, numa pergunta simples feita em casa — e numa resposta que não encerrou o assunto, mas abriu uma porta.
Para saber mais sobre curiosidade, visite https://porvir.org/por-curiosidade-melhora-aprendizagem/ e https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/biologia/importancia-da-pratica-cientifica-para-a-construcao-do-conhecimento-no-ensino-de-ciencias.htm
Educação física na infância é muito mais do que você imagina
Este ano, o esporte ganhou ainda mais destaque no mundo inteiro com as Olimpíadas de Inverno e a Copa do Mundo, dois eventos que despertam paixão, torcida e inspiração em milhões de pessoas. Quando vemos atletas competindo, superando desafios e representando os países, é impossível não pensar: tudo isso começou lá atrás, na infância.
Mas a verdade é que educação física na infância é muito mais do que formar atletas. É formar pessoas! No Colégio Anglo Sorocaba, o esporte é levado a sério, de um jeito inteligente, cuidadoso e adequado para cada fase da vida.
O começo de tudo
Na Educação Infantil, não existe campeonato de vôlei ou treino de basquete. E isso é proposital!
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organiza o aprendizado das crianças pequenas em campos de experiências. Um deles se chama “Corpo, gestos e movimentos”. Isso mostra como o movimento é essencial no desenvolvimento infantil. A criança aprende com o corpo inteiro.
Correr, pular, rolar, equilibrar, arremessar, rastejar. Tudo isso ajuda no desenvolvimento da coordenação motora, da percepção espacial e até da autonomia.
Nessa fase, a criança ainda está desenvolvendo suas habilidades motoras básicas. Por isso, colocá-la muito cedo em um único esporte, repetindo sempre os mesmos movimentos, pode não ser o ideal. Além de ainda não ter coordenação suficiente para esportes formais, ela pode sobrecarregar articulações com movimentos repetitivos.
O mais saudável na primeira infância é experimentar, variar, descobrir possibilidades. O corpo precisa viver diferentes desafios para se desenvolver de forma equilibrada.
Educação física que faz parte do todo
No Anglo Sorocaba, a educação física na Educação Infantil não é uma aula isolada na grade. Ela é transversal. Isso significa que ela faz parte dos projetos que envolvem todas as disciplinas.
Funciona assim: quando um projeto é desenvolvido, todos os professores especialistas participam. A educação física entra com intencionalidade pedagógica, conectada ao tema trabalhado.
Um exemplo do Anglo Sorocaba é o projeto sobre uma tartaruguinha marinha. As crianças conhecem a história, aprendem sobre o habitat, veem no Google Maps onde fica a Praia do Forte, utilizam óculos de realidade virtual para “mergulhar” com as tartarugas, fazem músicas, produções artísticas com conchas e estrelas do mar.
E na educação física? O professor propõe um pega-pega em que metade da turma representa os caranguejos e a outra metade, as tartaruguinhas recém-nascidas. Durante a brincadeira, além do movimento, elas aprendem sobre predador e presa.
Isso é metodologia ativa de verdade: a criança aprende fazendo, vivendo, experimentando. O movimento tem intenção, não é só “gastar energia”.
“Quando a criança se movimenta com propósito, ela não está só brincando. Ela está construindo conhecimento, desenvolvendo habilidades sociais e aprendendo a se relacionar com o mundo”, explica a diretora geral da escola Carol Lyra.
Valorização do esporte e união com as famílias
O colégio integra o esporte transformando-o em experiência concreta para alunos e famílias. Um exemplo disso foi o “Feras na Prainha”, festa de encerramento do ano letivo da Educação Infantil e do 1º ano, que reuniu crianças, pais e responsáveis em um dia cheio prática esportiva, alegria e interação.
Durante o evento, alunos e familiares exploraram juntos as quadras de areia, se desafiaram no salto em distância, experimentaram o arremesso de peso e se divertiram com pickleball. Na quadra coberta, ping pong e totó completaram a programação. Cada atividade foi pensada para unir esporte, brincadeira e convivência, mostrando na prática que a escola coloca em ação aquilo que acredita: o esporte motiva, aproxima e proporciona uma vivência feliz para todas as idades.
Esporte
A partir do Ensino Fundamental, as práticas esportivas começam a ganhar formato mais estruturado. Aí sim entram modalidades como vôlei, basquete, futebol e outras atividades competitivas - tudo respeitando o desenvolvimento da faixa etária.
O Anglo Sorocaba conta com uma megaestrutura esportiva e oferece modalidades variadas, como atletismo e até pickleball, uma modalidade que cresce no mundo todo. Você pode conhecer mais em Pickleball | Colégio Anglo Sorocaba e nesta outra matéria sobre as aulas de atletismo.
Além disso, os alunos participam de competições internas e externas, como o JOCA e o JOQUINHA, que estimulam espírito de equipe, disciplina e respeito às regras. Saiba mais em Competições esportivas | Colégio Anglo Sorocaba.
O esporte, nessa fase, ensina muito além da técnica. Ensina a ganhar e a perder, persistência e que treino gera resultado.
Muito além da medalha
Seja na Educação Infantil ou no Ensino Fundamental, o esporte no Anglo Sorocaba tem um propósito maior: formar pessoas completas.
Ele desenvolve habilidades socioemocionais, fortalece amizades, melhora a autoestima e ajuda a criança a entender seus próprios limites e potencialidades.
Assim, educação física na infância é sobre preparar o corpo para aprender, a mente para pensar e o coração para sentir. E, a partir desse alicerce, o esporte surge como uma continuidade natural desse processo, ampliando experiências, fortalecendo valores e ensinando disciplina, cooperação e respeito.
Veja mais sobre a valorização do esporte no nosso blog: Novidades no esporte | Colégio Anglo Sorocaba e Esporte | Colégio Anglo Sorocaba.
Esportes coletivos e desenvolvimento socioemocional na escola
Esportes coletivos ensinam, na prática, o que nenhuma aula expositiva consegue transmitir com a mesma eficiência: como agir em grupo, lidar com pressão, aceitar erros e reconstruir estratégias em tempo real. Quando uma criança aprende a passar a bola no momento certo ou a reposicionar a defesa após sofrer um ponto, ela está desenvolvendo habilidades que vão muito além da técnica esportiva.
A pesquisa científica confirma o que educadores observam no dia a dia. Estudos em psicologia do desenvolvimento apontam que a prática regular de esportes coletivos fortalece competências socioemocionais como empatia, autorregulação, tolerância à frustração e capacidade de trabalho em equipe — habilidades identificadas por organizações como a OCDE e o Fórum Econômico Mundial entre as mais relevantes para o século XXI.
O que acontece dentro do jogo
Em um jogo de basquete, handebol ou futebol, o estudante enfrenta dezenas de microdecisões por minuto. Esperar a jogada certa ou arriscar agora? Chamar o colega ou conduzir sozinho? Reclamar do erro alheio ou reorganizar a marcação? Cada escolha tem consequência imediata e visível, o que torna o esporte um ambiente de aprendizado especialmente eficaz: o feedback é instantâneo e concreto.
Esse ritmo de decisões treina as chamadas funções executivas — conjunto de habilidades cognitivas que inclui planejamento, controle de impulsos, atenção seletiva e flexibilidade mental. Pesquisas da neurociência mostram que crianças e adolescentes que praticam esportes coletivos com regularidade apresentam melhor desempenho nessas funções, o que se reflete também no rendimento acadêmico.
Emoções em campo
A ansiedade antes de uma partida, a euforia de um gol e a decepção de uma derrota são experiências emocionais intensas — e por isso mesmo, pedagogicamente valiosas. O esporte oferece um contexto seguro para que crianças e adolescentes aprendam a nomear o que sentem, a regular reações e a agir com equilíbrio mesmo em situações adversas.
"A vivência esportiva ensina que o erro faz parte do processo e que a superação é construída coletivamente", afirma Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba. "Quando o estudante aprende isso na quadra, ele leva esse aprendizado para todas as outras áreas da vida", complementa.
A tolerância à frustração é uma das competências mais difíceis de desenvolver e uma das mais requisitadas na vida adulta. O esporte coloca o estudante diante da derrota de forma recorrente e estruturada, com regras claras e um contexto de recomeço garantido. Isso normaliza o fracasso como parte do processo — uma lição que extrapola qualquer modalidade.
Cooperação não é instinto, é aprendizado
Trabalhar em equipe parece simples, mas exige habilidades que precisam ser ensinadas e praticadas. No esporte coletivo, a cooperação é condição para o jogo existir. Não há vitória individual em um time de vôlei ou futsal — o resultado depende da combinação de funções, da confiança entre os jogadores e da disposição de cada um em ajustar seu papel ao que o grupo precisa.
Esse processo desenvolve no estudante a capacidade de reconhecer as habilidades do outro, de comunicar expectativas com clareza e de ceder quando necessário. São atitudes que reaparecem em trabalhos escolares em grupo, em projetos colaborativos e, mais tarde, em ambientes profissionais.
A liderança também emerge de forma natural nesse contexto — e não necessariamente recai sempre sobre o mesmo estudante. Em diferentes momentos do jogo, diferentes perfis são convocados: quem organiza a defesa, quem motiva o time após um ponto sofrido, quem propõe a mudança de tática no intervalo. Liderar e seguir com responsabilidade são habilidades que se alternam e se complementam.
A fase certa para cada experiência
A introdução aos esportes coletivos deve respeitar o desenvolvimento de cada faixa etária. Na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental, o foco está na brincadeira ativa, no repertório motor amplo e nas primeiras noções de regras e cooperação — sem cobranças de desempenho ou especialização precoce.
Nos anos finais do Fundamental e no Ensino Médio, as regras e táticas ganham complexidade, e os treinos podem ser mais estruturados. Mesmo assim, o objetivo pedagógico deve prevalecer sobre a lógica do alto rendimento. Escolas que empurram estudantes para a especialização precoce e para volumes de treino incompatíveis com a idade produzem efeitos opostos aos desejados: lesões, abandono da prática e aversão ao movimento.
A diversidade de modalidades, especialmente nas fases iniciais, é mais produtiva do que a especialização em um único esporte. Ela amplia o repertório motor, favorece a descoberta de preferências e talentos e mantém o prazer como motor da prática.
O papel da família
A postura dos pais diante do esporte influencia diretamente a relação da criança com a atividade. Pressão por vitórias, comparações com outros estudantes e expectativas de carreira profissional precoce transformam o que deveria ser prazer em obrigação — e frequentemente afastam as crianças da prática.
"O esporte na escola não é um trampolim para o profissionalismo. É um espaço de formação humana, e os pais são parceiros fundamentais nesse processo", reforça Carol Lyra.
O que mais contribui, do lado de casa, é garantir o básico: sono regular, alimentação adequada, encorajamento centrado no esforço e no aprendizado — não no placar — e interesse genuíno pelo processo. Perguntar "o que você aprendeu hoje?" em vez de "vocês ganharam?" já muda a perspectiva da criança sobre o que está em jogo.
Além da quadra
Os efeitos do esporte coletivo não ficam restritos aos momentos de jogo. Estudantes que vivenciam cooperação esportiva tendem a colaborar de forma mais organizada em atividades escolares, distribuindo funções, respeitando combinados e assumindo responsabilidades com mais naturalidade.
A autoconfiança construída a partir de evidências concretas de progresso — um fundamento que melhorou, uma jogada executada com precisão, uma liderança exercida com eficácia — protege contra o desânimo e fortalece o vínculo do estudante com a escola. E o pertencimento escolar, como mostram estudos na área, é um dos fatores mais consistentemente associados à redução da evasão e ao engajamento acadêmico.
Quando os esportes coletivos ocupam um lugar consistente na rotina escolar, a quadra deixa de ser apenas um espaço de recreação e passa a ser um dos ambientes mais ricos de aprendizagem que a escola pode oferecer.
Para saber mais sobre esportes, visite https://institutopensi.org.br/a-importancia-dos-jogos-coletivos-para-as-criancas-e-adolescentes/ e https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/03/25/mais-saude-menos-telas-beneficios-de-esportes-coletivos-para-adolescentes.htm